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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

De fã a seguidor… (Dean Karnazes)


Vale a pena relembrar o depoimento do Rodrigo Raso sobre o Dean Karnazes quando correu com ele em 2009


Desde que li o livro O Ultramaratonista do Dean Karnazes, me tornei fã do cara. É fácil admirar alguém que faz coisas supostamente impossíveis, como correr 50 maratonas em 50 dias consecutivos, em 50 estados americanos. Ou então correr 336 km direto, em uma prova de resistência feita normalmente em equipes de 10 pessoas. Mas o que me deixou mais admirado no Dean foi a resposta dele para a pergunta “Por que você faz isso?”. A resposta foi “Vá correr suas próprias maratonas. Se você descobrir um motivo para fazer isso, me conta, pois eu ainda não descobri o meu.”. Toda vez que alguém me pergunta o porquê de eu fazer triathlon, estar me preparando para fazer um Iron Man daqui há 2 anos ou simplesmente como é que eu aguento acordar às 4h30 da manhã para pedalar na USP, eu me lembro do Dean respondo “Sei lá porquê! Mas nada me deixa mais feliz comigo do que ser assim.”.

Correr ao lado dele, trocar algumas palavras foi como correr com um super-herói. De carne e osso, pai de família, gente como a gente. Com a diferença que a maioria das pessoas desconhece seus limites e sequer pensa nisso. Dean Karnazes desconhece seus limites físicos. Mas está todo o tempo fazendo alguma coisa para conhecê-los. Não consigo pensar em nada mais inspirador para continuar acordando às 4h30 da manhã.

Enquanto a maioria dorme, eu treino!
Enquanto a maioria come, eu treino!
Enquanto a maioria reclama, eu treino!
Enquanto alguns também treinam, eu treino!

Rodrigo Raso, é triatleta e sócio diretor da Milk Comunicação Integral.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

MILK no Jornal Prop&Mark




Conexão com gente saudável!

Confira a matéria completa no link: http://www.sitedamilk.com.br/hotmilk2010/pag_pm.jpg

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Diretoria da Milk

Já conhece os diretores da Milk? E sua trajetória? Confira abaixo:

RICARDO SANTOS



Ex-fumante – gordinho – sedentário, há cinco anos Ricardo ganhou um treinamento completo de corrida. Agora já completou diversas provas de 10k, quatro meias maratonas, três corridas de São Silvestre e está se preparando para sua segunda maratona. Além desse esporte, pratica comunicação desde 1991, em agências de propaganda, marketing direto e produtoras de vídeo.
Também cultiva o hábito saudável de dar palestras em universidades e eventos do setor da comunicação.



RODRIGO RASO





Traje típico do Rodrigo no dia a dia: tênis de corrida, short e camiseta. Atleta dedicado de triathlon, treina mais 10 vezes por semana e é consumista compulsivo de acessórios esportivos. Sua meta é completar o IronMan em 2011. Vela, escalada, judô e jiu-jitsu, ufa, Rodrigo é um lutador incansável na comunicação também.
Passou de cliente a veículo e executivo de comunicação em marketing direto, eventos e promoção ao longo de 15 anos de experiência na área.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sempre vale a pena




Toca o despertador. Confiro que horas são. Cinco da manhã. Eu ainda tinha esperança que algo tivesse dado errado, fosse apenas três da madrugada e eu teria mais duas horas de sono antes de acordar pra treinar. Penso que não seria o fim do mundo se eu dormisse mais cinco minutinhos. Lembro da última vez que dormi mais 5 minutinhos e acordei faltando cinco minutos para eu estar atrasado para o trabalho.

Saí da cama com a coragem daqueles que sabem que é apenas o começo e mesmo assim enfrentam e superam aquela imensa vontade de voltar para aquela cama quentinha. Olho pela janela. Ainda está escuro. O asfalto parece seco e minha última chance de voltar para a cama com uma justificativa nobre cai por terra. Não abro a janela, pois se está frio, eu prefiro não saber. Frio não é motivo para faltar em treino. Em todo caso, somo uma camiseta de manga comprida e uma jaqueta do tipo “corta-vento” ao shorts e camiseta de sempre.

Ser triatleta é um pouco diferente de ser apenas corredor. A diferença é que se você deixa de fazer um treino de corrida, bike ou natação na parte da manhã, você não tem como se redimir do treino perdido, pois tem outro treino de corrida, bike ou natação te esperando à noite. Ou seja, vale a velha máxima que diz “treino perdido, treino esquecido”.

Saio da garagem. Surpresa! Está garoando. Neste momento tenho absoluta certeza de que eu sou o único maluco da cidade que conseguiu vencer a cama, a preguiça, a escuridão do final da madrugada e dirijo em direção à USP. Duvido mesmo se meus treinadores estarão lá para passar o treino, porque treinar na chuva e no frio é coisa de maluco e, nem eles, treinadores, são tão malucos assim. Definitivamente, o maluco aqui sou só eu mesmo.

Chego à USP. Meio mau-humorado, pois vou ter que treinar sozinho e treinar sozinho de madrugada, com frio e molhado abala a fé de qualquer atleta, profissional ou amador. Chego ao ponto de encontro e qual não é minha surpresa? Está todo mundo lá. Meio quietos, sem muito entusiasmo, mas estão lá. Bando de malucos! Ainda bem. Achei que o único maluco era eu. Comecei a me sentir melhor.

Dez minutos de aquecimento. A garoa incomoda. O frio então, nem se fala. Alguém faz uma piada que esquenta o humor da equipe. Afinal, estamos lá e ninguém foi obrigado. Só nos resta treinar bem e nos divertirmos um pouco.

Acabado o aquecimento já não sinto frio. Para falar a verdade, a camiseta de manga comprida até me incomoda um pouco. Os músculos já aqueceram e começou a ficar gostoso. Mais uns vinte minutinhos e a tal da endorfina vai começar a fazer seu trabalho. Que bom! O legal da endorfina é que dá para confessar sua dependência e ainda assim continuar a ser visto como uma pessoa normal. Quer dizer, normal talvez não seja bem o termo.

O treino acaba. Uma hora e meia de esforço continuo. São sete horas da manhã e a maioria das pessoas que eu conheço ainda demoram uma meia hora para pensar em sair da cama. Sou tomado de uma já conhecida sensação de bem estar. Penso que valeu a pena e me lembro de muitas outras vezes em que me arrastei até o treino e saí de lá orgulhoso de mim mesmo. A sensação continua. Tenho certeza que meu dia será infinitamente melhor do que um dia que começasse com um treino perdido. Valeu a pena o esforço. Aliás, sempre vale!



Rodrigo Raso é Triatleta da equipe Butenas e diretor da agência Milk Comunicação Integral, empresa especializada em MKT Esportivo e Running.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Respeite seu corpo





Outro dia encontrei um grande amigo meu. Médico-cirurgião, esportista de longa data, mas sem aspirações competitivas. Acho que nunca correu uma prova de 10K sequer.

No meio do bate-papo, combinamos um treino no dia seguinte. Sabe aquela coisa meio descomprometida do tipo “a gente se fala”, “me liga para combinarmos o horário”.

Pois bem. Acordei cedo e fui para a USP cumprir meu treino de ciclismo. Duas horas e meia, ritmo moderado, o famoso treino longo de sábado. Você não sai esbaforido como em um treino de tiro, mas também não sai ileso apos pedalar 70 Km.

No meio do caminho para casa liguei para meu amigo e combinei o treino de corrida. Nos encontramos e fomos correr. A idéia era um treininho de 10K. Nada muito forte, boa distância, tinha tudo para dar certo.

O primeiro quilômetro foi de aquecimento. Até aí tudo bem. Aos poucos fomos apertando o passo e quando dei por mim, me vi correndo num ritmo bem acima do que estou acostumado. Forçando mesmo. Corre bem o meu amigo.

Um atleta da minha equipe disse uma vez num treino de bike que manter um ritmo cadenciado moderado é uma arte. Principalmente quando o pelotão da equipe adversária passa por você 3 ou 4 Km/h mais rápido, triunfante, fazendo com que você se sinta uma tartaruga manca. Um outro amigo me diz que às vezes a gente precisa fazer 40 anos rápido, pois a maturidade muitas vezes é um diferencial positivo na tomada de decisões.

Como eu não sou artista e ainda me faltam alguns bons anos para chegar aos 40, ignorei por completo meu limite físico e botei-me a correr no mesmo ritmo que meu amigo cirurgião.

O resultado não poderia ser outro. Treino de bike longo combinado a treino de corrida forçado é igual a dor. Acordei no dia seguinte acabado, joelhos em frangalhos, costas escangalhadas e orgulho ferido.

Passado o “Day-off”, fui para o treino. A piscina parecia ter dobrado de tamanho. Sobrevivi ao treino de natação e fui para a musculação. A professora que me acompanha notou meu abatimento e me alertou que talvez eu estivesse chegando a um estado de over training. Melhor dar um tempo e descansar, segundo ela.

Conhecedor que sou dos efeitos de uma lesão e do tal over training, aceitei o conselho e tirei a semana de folga. Acordei mais tarde, assisti o programa do Jô, vagabundeei.

Na semana seguinte parecia que meu corpo era outro. Rápido, resistente, forte. Me lembrei de um trecho do livro Semente da vitória do Nuno Cobra, em que ele diz que tão importante quanto treinar é descansar. Sono é treino, dizia ele.

Na próxima vez que seu corpo pedir uma folga, pense duas vezes antes de ignorá-lo. Às vezes um dia de descanso vale muito mais que uma semana inteira treinando cansado.


Rodrigo Raso é Triatleta da equipe Butenas e sócio-diretor da agência Milk Comunicação Integral, empresa especializada em MKT Esportivo e Running.